Estiagem coloca Pirassununga em estado de atenção quanto à umidade relativa do ar

Pirassununga, 11 de agosto de 2017 – O clima seco dos últimos dias colocou Pirassununga em estado de atenção quanto à umidade relativa do ar. De acordo com o Setor de Meteorologia do Campus da USP “Dr. Fernando Costa”, não chove na cidade há quase dois meses, sendo que a última precipitação aconteceu no dia 13 de junho (com apenas 5 mm registrados). Nos dias seguintes não houve chuva e a umidade caiu bastante.

Segundo o Sistema Integrado de Gestão Ambiental – SIGAM, da Cetesb, na última quarta-feira (9) a cidade atingiu seu nível mais baixo de umidade relativa do ar deste ano de 2017, com 21% (muito próximo do estado de alerta – que é abaixo de 20%). Na terça-feira (8) o nível foi de 24% e na quinta-feira (10) foi de 27%.

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB informa que, desde o dia 1º de junho até 30 de novembro fica proibida a queima da palha da cana-de-açúcar no período compreendido entre 6 horas e 20 horas. A queima estará proibida em todos os horários quando a umidade for abaixo de 20%, mas por enquanto nenhum município da região entrou em estado de alerta quanto à umidade do ar.

Com a umidade do ar em níveis menores que 30% é recomendável:
– Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11 e 15 horas
– Umidificar o ambiente através de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água,
– Sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol, em áreas vegetadas
– Consumir água à vontade.

Queimadas
Tempo de seca é sinônimo de queimadas. As pessoas aproveitam o clima e as plantas secas para limpar os terrenos com o fogo. Sem as chuvas, o fogo se alastra rapidamente e toma grandes proporções. Nos últimos dias foram registradas inúmeras queimadas em Pirassununga, inclusive algumas atingindo o Pátio de Obras 2 da Prefeitura Municipal – provocando desconforto em moradores de uma grande região do município.

A fumaça produzida pelas queimadas já se torna um problema, afetando a qualidade do ar e provocando irritações no aparelho de respiratório, causando alergias e doenças respiratórias, principalmente em crianças e idosos.

A Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605/98), em seu artigo 54, estabelece como crime causar poluição de qualquer natureza em níveis que resultem em danos à saúde humana ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora, com pena de reclusão, de um a quatro anos, e multa, além de detenção de seis meses a um ano, e multa, se o crime for considerado culposo.

Se o crime causar poluição atmosférica que provoque a retirada, ainda que momentânea, dos habitantes das áreas afetadas, ou que cause danos diretos à saúde da população, a pena é de reclusão de um a cinco anos.

 

 

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