Dia Mundial do Rock: veja bandas novas que surgiram de 2010 para cá

Beatles, Rolling Stones, Pink Floyd, Led Zzzzz… O Dia Mundial do Rock, que em 2017 é comemorado nesta quinta-feira (13), costuma ser fértil – para lembrar dos ícones do estilo.

Quando se quer falar de coisas mais modernas, já no século XXI, são citados Coldplay, Strokes, no máximo The Killers. Dá a impressão de que o gênero não registrou qualquer tentativa recente de mostrar que continua na ativa.

Diante disso, o G1 fez uma lista de bandas que surgiram de 2010 para cá. Algumas podem até ter começado a carreira antes, mas o disco de estreia foi lançado no período.

Imagine Dragons
Embora tenha sido formado em 2008, o Imagine Dragons só soltou o primeiro disco já nos anos 2010. A estreia é “Night visions” (2012), que tem hits como “It’s time”, “Radioactive” e “On top of the world”. Começava ali a carreira deste quarteto de Las Vegas que se firmou como a banda de rock de maior sucesso criada nesta década. Liderado pelo vocalista Dan Reynolds, o Imagine Dragons faz um tock tipo de estádio. No Brasil, mostrou seu poder com shows no Lollapalooza em 2014 e em arenas cheias de roqueirinhos no ano seguinte. O segundo disco da banda foi “Smoke + mirrors” (2015). O mais recente é “Evolve”, e acaba de sair

Alabama Shakes
A banda liderada pela guitarrista-e-vocalista-força-da-natureza Brittany Howard tem dos discos de estúdio: “Boys & Girls” (2012), do single “Hold on”, e “Sound & Color” (2015), que tem “Don’t wanna fight”. Com um soul rock poderoso e influências ainda de blues, o Alabama Shakes já mostrou no Brasil que merece o conceito que tem: tocou no Lollapalooza em 2012 e em 2016, quando ainda fez um ótimo show em São Paulo, fazendo os fãs se esquecerem de selfies.

Foster the People
O trio americano toca um rock que não tem vergonha de ser pop bem feito, dançante, elegante e “arrumadinho”, como mostrou nas duas vezes em que esteve no Brasil, ambas no Lollapalooza: em 2012 e depois em 2015. Verdade que toda essa correção rendeu apelidos não tão positivos, como “indie de [camisa] polo” ou “rock almofadinha”. O Foster the People tem dois discos no currículo: “Torches” (2011), dos hits “Pumped up kicks”, “Houdini” e “Call it what you want”, e “Supermodel” (2014), que tem “Coming of age”, “Pseudologia fantastica” e “Are you what you want to be?”. O terceiro álbum, “Sacred hearts club” é previsto para o final de julho.

1975
A banda de inglesa tem um som oitentista que parece vir direto da trilha de algum filme antigo de Sessão da Tarde, como mostrou em sua estreia no Brasil, no Lollapalooza deste ano. Esses jovens de Manchester renovam o moribundo rock britânico atual. O grupo tem versatilidade, e talvez seja esse o apelo com a nova geração de fãs: zero apego a gêneros. Liderado por Matt Healy, ligeiramente andrógino e uma espécie de “rockstar para a geração millenial”, o 1975 traça new wave, indie rock, r&b, EDM, soul, rock de arena e funk sem distinção. Faz a alegria novinhas e novinhos. A banda tem dois discos de estúdio: “The 1975” (2013) e “I like it when you sleep, for you are so beautiful yet so unaware of it” (2016).

Tame Impala
A banda australiana ganhou fama bebendo na psicodelia dos anos 1960. Projeto de um homem só, Kevin Parker, que é auxiliado por outros músicos em turnês, o Tame Impala tem ecos de Beatles e Pink Floyd. São três discos de estúdio: “Innerspeaker” (2010), “Lonerism” (2012) e “Currents” (2015). Eles têm hits como “Let it happen”, “Elephant”, “Feels like we only go backwards” e “Apocalypse dreams”. O Tame Impala já veio quatro vezes ao Brasil. Na mais recente, no Lollapalooza 2016, trouxe um pouquinho de Woodstock ao festival.

Royal Blood
A dupla britânica faz barulho com rock direto. O Royal Blood ficou conhecido por ter só baixo e bateria, mas dá para entender por que Jimmy Page, do Led Zeppelin, e outros guitarristas se dizem fãs dos caras. O duo tem dois discos de estúdio: “Royal Blood” (2014) e “How did we get so dark?” (2017). Em 2015, fizeram bom show no Rock in Rio.

Scalene
Vice-campeã da segunda temporada do realiy show “SuperStar”, exibida em 2015, a banda Scalene brasiliense é uma das revelações do rock nacional nos últimos anos. A crítica do G1 do segundo disco do grupo, “Éter” (2015), apontou influências “de bandas que atualizam o peso, como Queens of the Stone Age e Mastodon, a outras que gostam de experimentar com melodia e ritmo, como o Radiohead”. É possível ouvir o melhor do rock contemporâneo no Scalene, embora as letras muito etéreas possam incomodar. O Scalene está escalado para tocar no Rock in Rio 2017 em setembro.

O Terno
Com influências de Beatles e Mutantes, o trio paulistano tem três discos: “66” (2012), “O Terno” (2014) e “Melhor do que parece” (2016). O som do Terno bebe forte não só no rock – há muitas influências de música brasileira e tropicalismo.

Boogarins
Os goianos do Boogarins fazem um rock viajado – com duplo sentido. iajado, pelo som psicodélico e afeito a improvisos que fez a cabeça de críticos brasileiros e gringos. Viajado, pela insistência da banda em fazer turnês fora do Brasil cantando em português – como fez no Rock in Rio Lisboa 2016. Na edição do festival de 2017, no Rio, vai dividir o palco com a cantora Céu. O grupo tem três discos: “As plantas que curam” (2013), “Manual, ou guia livre de dissolução dos sonhos” (2015) e “Lá vem a morte” (2017), que saiu recentemente.

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